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Terça, 12 de Dezembro de 2017

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Profissionais com deficiência estão insatisfeitos com cargos ocupados

O mercado de trabalho de profissionais com deficiência mostra forte insatisfação quanto aos cargos ocupados e alta rotatividade. A conclusão é da Page PCD, unidade de negócio da Page Personnel, empresa do grupo Michael Page.

Após ouvir 243 profissionais de todo Brasil, tendo a grande maioria larga experiência profissional e mais de 10 anos de atuação no mercado formal, a consultoria anunciou que 82% dos entrevistados estão insatisfeitos com sua atual função.

Além disso, metade dos entrevistados pretende mudar de empresa nos próximos dois anos, sendo que 43% buscarão uma nova função ou área de atuação e 7% almejam se manter na mesma função ao atuação.

Qualificação

Apesar da alta insatisfação, percebe-se que os trabalhadores estão bem qualificados. Dos que responderam a pesquisa, 51% possuem ensino superior, 19% graduação e 2% mestrado ao MBA.

Mesmo com o quadro favorável quanto à escolaridade, os profissionais não estão sendo reconhecidos no mercado. Os dados mostram que 36% ainda não foram promovidos e que a grande maioria, 56%, ocupa cargos administrativos. Somado a isso, observa-se que somente uma pequena parcela, 14%, atua em cargos de supervisão e chefia.

Os profissionais ainda mostraram que estão preocupados com seu crescimento profissional, sendo que mais de 90% afirmaram realizar investimentos neste sentido.

Rotatividade

Outros dados da pesquisa mostraram certa dificuldade das empresas em reter os profissionais com deficiência e, também, a dificuldade dos próprios profissionais em construir uma carreira sólida.

Nesse sentido, 33% dos entrevistados responderam que já passaram por 5 empresas ou mais nos últimos dez anos. Entre os principais motivos da saída estão, em primeiro lugar, a oferta de uma oportunidade melhor, com 46%, e , em seguida, o fato de não estarem satisfeitos com o clima organizacional (18%).

Outras justificativas para deixarem seus empregos foram: a insatisfação com suas próprias atividades (21%), a insatisfação da empresa com o desempenho do funcionário (6%) e o término do estágio ou programa de formação (9%).

O que atrai o profissional?

Quando questionados a respeito do que mais os atraem quando estão avaliando uma nova oportunidade de trabalho, os profissionais com deficiência deram grande importância ao reconhecimento financeiro, com 61% das respostas.

Clima organizacional e investimentos da empresa em treinamento e desenvolvimento também foram citados como algumas das razões que justificam a mudança de emprego. Apenas 2% dos entrevistados mencionaram exclusivamente a remuneração como um aspecto primordial para a mudança.

“Os números mostram a importância das políticas de retenção, que incluem desde medidas para tornar o ambiente saudável e de respeito à diversidade, quanto a oportunidades de desenvolvimento e plano de carreira. As empresas ainda não conseguiram enxergar esses profissionais como alguém que vai galgar posições na companhia”, afirma Danilo Castro, diretor da Page PCD, que conduziu a pesquisa.

Fonte: Administradores.com.br


Baldoino Advogados